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Apesar da pandemia, futebol segue como um excelente negócio mercadológico no Brasil

Redação | 07 de Julho de 2021 - 11:00

Por Leonardo Coelho*

No último dia 29 de maio, teve início a edição 2021 do Campeonato Brasileiro Série A. A maior competição do futebol nacional reunirá 20 dos maiores clubes brasileiros em 38 rodadas a serem realizadas em 14 cidades diferentes.

No que tange ao apoio das empresas, os números seguem gigantes, mesmo sem a presença dos torcedores nos estádios por conta da pandemia. Em termos gerais, foram cerca de 100 patrocínios, entre renovações e novos acordos que ocorreram desde o ano passado. Considerando-se apenas as ligas de futebol, a Série A do Brasileirão já é a sexta maior em faturamento. Um mercado gigante que movimenta clubes, atletas, entidades regulamentadoras e ainda profissionais de marketing, agências, ações de comunicação e muito mais.

Para a edição deste ano – e por conta das medidas sanitárias em prevenção à Covid-19,
ações destinadas ao público digital são a grande inovação da temporada. Entre elas e de maneira inédita, está a parceria com a plataforma de vídeos curtos Kwai como comunidade oficial. Ao longo das rodadas, o app vai apresentar bastidores dos jogos, interação com jogadores, criadores de conteúdo, torcedores etc. Outras empresas da área da saúde, bem-estar, bebidas e cuidados masculinos anunciaram apoio ao campeonato ao longo da temporada.

Esse montante enorme de ações de ativações exige que as agências de marketing e comunicação estejam cada vez mais preparadas para o mercado do futebol e do esporte em geral. Pois este também é um ano olímpico, com abertura programada para 23 de julho. Como requisitos, as empresas focadas em solução de comunicação devem estar cada vez mais atentas às tendências, com vistas a atrair e reter o público que tem grande interesse por esse tema e alinhá-los às marcas anunciantes, seja por meio de plataformas digitais, estratégias de conteúdo ou mesmo a popular e antiga propaganda.

Neste contexto, também é importante que empresas interessadas em unir sua marca ao esporte conheçam a expertise e o modelo de negócios das agências para que a parceria entre esses dois atores possa beneficiar as marcas e dar maior visibilidade ao esporte como cultura do povo brasileiro. Cooperação, envolvimento, empatia, alegria e determinação são forças que conectam marcas e consumidores para o alcance dos seus sonhos, sejam eles uma medalha ao final do campeonato ou qualquer outro.

* Leonardo Coelho é CEO na LC4 Comunicação, Marketing e Estratégia, co-fundador da STARTWP, presidente no Instituto BH Futuro e professor na FDC.