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CAPITAIS PROMOVEM EVENTOS-TESTE PARA RETOMADA DE ATIVIDADES CULTURAIS

Redação | 09 de Julho de 2021 - 16:19

Com a flexibilização, o avanço da vacinação e o retorno gradual das atividades presenciais em todas as cidades do país, aos poucos, os eventos presenciais/híbridos estão retornando ao calendário de atividades. Após a fala do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que em reunião com o setor de eventos disse que o governo avalia criar um protocolo sanitário para liberar eventos, as empresas, agências, organizações e players do setor ficaram ansiosos para retomar atividades.

Aos poucos, as principais capitais brasileiras já vêm se organizando para promover “eventos-teste”, para definição, testagem e  criação de novos protocolos. Em São Paulo, por exemplo, já há 30 eventos marcados para o segundo semestre de 2021, apenas para vacinados ou pessoas testadas, mantendo as restrições de distanciamento.

No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes confirmou que em 2022 haverá carnaval, e há um evento-teste marcado para julho, em Paquetá. Em Salvador, há um evento-teste marcado para 500 pessoas. No Ceará, feiras livres com até 50% da capacidade já estão liberadas.

A Mostarda, agência de Live Marketing que atua há oito anos com criação e desenvolvimento de eventos, e que já realizou mais de mil projetos para empresas como Grupo Globo, Icatu, Mattos Filho, Ipiranga, Marsh, Subsea 7, entre outras, em 142 cidades brasileiras, aposta no novo formato: os eventos híbridos.

“Considero essa modalidade como uma evolução para o segmento. Hoje, tornou-se comum, por exemplo, produzir um evento presencial com plateia reduzida e transmissão ao vivo no ambiente on-line. Esses novos recursos vieram para ficar, pois representam um grande aumento no alcance da ação”, comenta o co-fundador e sócio da agência, Caio Barreto.

E além da transmissão ao vivo, a pandemia trouxe muitas inovações tecnológicas para a realização de eventos, tais como realidade aumentada, ambientes 3D, plateia virtual, filtros para as redes sociais, mosaico digital, market place de experiências, entre muitas outras soluções.

Para Barreto, é possível pensar num cenário otimista ainda para 2021 em relação aos eventos presenciais, mas, por enquanto, sem deixar de lado as medidas restritivas, como já vem acontecendo em países como os Estados Unidos e a Inglaterra.

Mas o empresário lembra que o quadro poderia ser melhor se o governo já tivesse regulamentado o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), essencial para a sobrevivência das empresas do setor de eventos de, cuja lei 14.148/21, de abril, criou incentivos, como abatimentos de juros e o refinanciamento de dívidas do setor em até 145 meses.