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Email marketing: a carta coringa das empresas no pós-pandemia

redação | 31 de Maio de 2021 - 17:11

No último ano, as empresas precisaram se reinventar para buscar formas de manter suas marcas conectadas com os clientes que, cada vez mais, estão interessados em formatos de conexão que respeitem o direito do consumidor de não ficar exposto às marcas, se assim desejar. É o que acontece, por exemplo, com usuários que precisam, obrigatoriamente, ver ao menos uma propaganda toda vez que desejam assistir algo nas plataformas de vídeo.

Neste cenário, muitas marcas viram nos aplicativos de mensagem instantânea, como whatsapp e telegram, o caminho para manter esta conexão mais próxima com os clientes. Contudo, apesar de pesquisas já indicarem que os brasileiros avaliam de forma positiva este canal para o atendimento pós-venda, a situação se inverte quando a marca está estabelecendo um primeiro contato. A questão é que, assim como as propagandas obrigatórias nas plataformas de vídeo, o envio de uma mensagem direta ao celular, também pode ser vista como uma invasão da privacidade.

Não chega a ser uma novidade que o email marketing tenha obtido um crescimento expressivo em 2020 e que venha se consolidando como o canal de comunicação preferido entre as marcas e seus clientes. Segundo dados da empresa Statista, existem atualmente no mundo quatro bilhões de usuários de email e, até 2024, este número deve crescer para 4,5 bi.

Outro levantamento feito pelas companhias Validity e Demand Metric, com profissionais de diferentes países, mostrou que, enquanto o percentual de empresas que usaram o e-mail apenas como o objetivo de gerar receita caiu quatro pontos percentuais, entre 2019 e 2020, (de 56% para 52%), o número de companhias que usaram este canal para fortalecer a sua marca diante do cliente cresceu de 64% para 69%, entre os entrevistados.

Estes dados mostram que as empresas já perceberam que, a tal mudança de comportamento dos consumidores, que muitos especialistas vinham sinalizando nos últimos anos, hoje é uma realidade. Por isso, não faz sentido seguir insistindo em contatar o cliente na forma e canal que não seja adequado. Neste cenário de pandemia, onde um número maior de companhias precisam focar nos meios digitais, a questão que se coloca de forma imperativa é quais são as tendências para o email marketing em um ano de incertezas, como o atual.

Sem dúvida, este não será um questionamento fácil ou simples de se responder, mas um ponto que precisa estar no radar das empresas é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que já está em vigor. Estamos acompanhando vários sites e programas de e-mail se adaptando a essa nova realidade, com pedidos de reautorização de cookies e envio de e-mails com mudanças de Política de Privacidade. Esta será uma tendência em 2021, sobretudo com a popularização da LGPD e com a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que já dá sinais de que penalizará companhias que não respeitarem as regras.

Além disso, com o crescimento do número de players que utilizam o email marketing, é evidente que as empresas que conseguirem aliar a comodidade aos consumidores à criatividade, conseguirão se sobressair nesse canal. A palavra comodidade, aliás, deve ser firmar como o guia central de todas as ações que as empresas desenvolverem para os clientes a partir de agora. Com o isolamento social, as pessoas não conseguem mais experimentar produtos como óculos de sol, roupas e maquiagens. Por este motivo, uma outra tendência que deve se popularizar cada vez mais são os emails marketing que permitem aos clientes avaliar, experimentar (por meio da realidade aumentada) e comprar o produto dentro do próprio e-mail, sem precisar abrir outras páginas ou ir até o site da empresa. Esta é uma tendência que tem ganhado, cada vez mais, espaço em outras formas de publicidade e, sem dúvida, deve ser muito bem aceito pelos clientes.

É evidente que as empresas precisam calibrar a linguagem a ser utilizada em seus emails marketing, a depender do perfil de seus clientes. Contudo, o que os negócios não poderão é ignorar este canal, independentemente do ramo da economia em que esteja inserido.

*Rodrigo Mesquita é Diretor de Customer Success LATAM da Validity