A inteligência artificial já faz parte da rotina de trabalho de 63% dos fotógrafos brasileiros, segundo pesquisa inédita da Aftershoot a principal ferramenta com tecnologia de IA para seleção, edição e retoque de imagens. O levantamento analisou o uso das tecnologias com profissionais de todo país.
Para 90% dos fotógrafos, a maior vantagem dessas ferramentas é diminuir o tempo gasto em tarefas como seleção e edição, cerca de 80% ainda apontam que há aumento na produtividade e 79% destacam a redução do estresse e do burnout a maioria dos entrevistados neste estudo trabalha nas áreas de casamento, retrato e eventos, que demandam tempo pelo alto volume de trabalho.
À medida que essas plataformas entram de forma rápida nos setores criativos, os resultados revelam um quadro peculiar: otimismo em relação às tecnologias que economizam tempo e discussões sobre a autenticidade, direito de imagem e criação de deepfakes.
IA como aliada no ambiente de trabalho
A inteligência artificial é cada vez mais incorporada como uma aliada, especialmente nas etapas mais cansativas e demoradas do processo de trabalho. Enquanto algumas discussões sobre a ferramenta continuam e os fotógrafos vêem a IA apenas como um recurso técnico, em vez de uma ameaça à criatividade, 25% dos entrevistados afirmam não ter preocupações em utilizar ferramentas de inteligência artificial. “A tecnologia deve ajudar no processo mais estressante: a seleção e edição de fotografias, que são extremamente demoradas e exaustivas”, destaca Lizandro Júnior, fotógrafo profissional premiado duas vezes pelo Bride Association Awards.
Essa percepção é compartilhada por grande parte dos profissionais, cerca de 85% apontam a edição de imagens como a principal área onde a IA pode ajudar, seguida pela seleção de fotos, com 74%. Se pudessem economizar horas graças a essas ferramentas, 77% dos fotógrafos prefeririam dedicar esse tempo à família, aos amigos e aos hobbies. Outros aproveitariam para investir no crescimento do negócio (56%) ou para se aperfeiçoar profissionalmente (43%).
No contexto brasileiro, fotógrafos permanecem com algumas discussões sobre a perda de autenticidade e da identidade artística nos processos visuais (48%), lado a lado com o uso indevido da tecnologia por meio da disseminação e criação de deepfakes (48%), e a violação de direitos autorais (11%).
“A maior preocupação é quando a IA começa a tomar conta da autoria e da identidade do fotógrafo. A ferramenta é só uma ferramenta o artista precisa continuar sendo o autor”, comenta Júnior Barreto, fotógrafo de casamentos com mais de 15 anos de trajetória.
O futuro da IA na fotografia brasileira
A percepção predominante para o futuro é que a IA será uma parceira essencial para o setor fotográfico, automatizando processos repetitivos e facilitando tarefas burocráticas.
Com esses insights, a Aftershoot não só mostra como essas ferramentas já podem revolucionar os fluxos de trabalho hoje, mas também como é importante usá-las com responsabilidade.
“A Aftershoot foi criada para ser uma assistente de verdade desde o início, o foco sempre foi em uma única pergunta: como podemos oferecer o melhor suporte aos fotógrafos? Nós automatizamos as tarefas repetitivas e que consomem tempo, mas jamais substituímos o olhar humano ou sua visão criativa. O controle total continua nas mãos do artista. Ao mesmo tempo, levamos a privacidade de dados muito a sério. Valorizamos profundamente a confiança dos fotógrafos. A Aftershoot funciona totalmente offline ou seja, suas fotos e dados pessoais nunca são enviados nem compartilhados. Esse nível de segurança e controle é um compromisso inegociável para nós”, comenta Justin Benson, cofundador da Aftershoot.
Assim como ocorreu com a fotografia digital, que inicialmente foi vista com curiosidade e receio, mas hoje é amplamente aceita, a inteligência artificial tende a se tornar um “braço direito” indispensável para os fotógrafos.





