Por Antoninho Rossini
Nesses tempos de tecnologia acelerada, vários oportunistas se misturam a profissionais competentes para usufruir de vantagens financeiras e ludibriar incautos. Para se entender melhor, basta entrar nos diversos meios digitais, como Face Book, e Instagram para se deparar com uma enxurrada de aparições de pessoas vendendo sucesso. Para isso, a chave inicial é a utilização dos chamados influenciadores. Estes, ostentam carrões, casas, viagens e hotéis de luxo, tudo como resultado de aumento de seguidores, vendas rápidas tudo num passe de mágica! Quem se der ao trabalho de checar essas afirmações basta dar uma rolada nos seus smartphones. Lá se encontra de tudo e de maneira especial as chamadas mentorias. Com essa nomenclatura de mentoria, pessoas exibem seus eventuais conhecimentos e atrai alunos para suas sessões de EAD (ensino à distância). Só que não é bem assim. Muitos incautos que forem pescados nessa rede receberão um banho de água fria porque não sabem a quem recorrer quando necessitam de esclarecimentos. Esse comentário resulta da minha própria experiencia. Fui pescado numa dessas redes. Agora, estou com o firme propósito de suspender o pagamento dessa mentoria porque sinto que não está entregando o prometido. Para isso, existe o Código de Defesa do Consumidor, assim como outros recursos, sendo um deles, este de avisar os incautos por meio de quem tem voz (escrita, no caso) é o que faço agora. Por mais que tento, não tem com quem conversar a não ser com máquinas, e ouvir respostas pasteurizadas e as vezes sem a lógica em relação a questões apresentadas. Aliás, o site Reclame Aqui está recheado de pessoas frustradas e que se sentiram enganadas por muitas mentorias. No meu caso, tenho tentado contato por meio de e-mails e telefonemas, mas tudo cai num vazio decepcionante.
O que está ocorrendo atualmente é que, com as mudanças tecnológicas de forma global, aqui no Brasil, ter carteira assinada e um trabalho fixo, com 13º salário e férias não se sustentam mais. As pessoas buscam, de forma inteligente, alternativas para se manter vivas a tecnologia é a bola da vez. Claro que existe exceção, mas há mentorias que se aperceberam dessa realidade e se tornaram um nicho procurado. Aproveitando a onda as chamadas mentorias criaram prateleiras nos meios digitais para vender seus serviços. Elas vendem de tudo, desde soluções por meio da IA (Inteligência Artificial), a montagem de remix (fake ou não), sempre com um toque criativo às vessas.
A situação está de tal mal maneira desvirtuada, que mentoria segue a passos largos para ser comparada à atividade de camelô vende-se de tudo pela Internet; de serviços a produtos, com preço bom, bonito e barato. Isso, sem contar a manipulação a que são submetidos os chamados seguidores desses canais pela Internet. Está na hora de quem detém o poder regulador do país entrar em ação e colocar ordem na casa. Talvez uma portaria ou mesmo a criação de um órgão fiscalizador, que de fato observe o que está acontecendo. É uma bola de neve e se não for contida a tempo provocará estragos maiores quando rolar morro abaixo, em todo o Brasil.






