Brasília, 04 de Outubro de 2022 - 9:48

BB SEGUROS PATROCINA SHOWS COM INÉDITAS DE PIXINGUINHA NO CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil e a BB Seguros apresentam, a partir deste mês, uma seleção de 26 obras inéditas do genial Pixinguinha, um dos músicos mais completos que o Brasil já produziu. O espetáculo Pixinguinha como Nunca percorre as unidades de São Paulo (17 a 19/3), Rio de Janeiro (23 e 30/3 e 6/4), Brasília (1 a 3/4) e Belo Horizonte (29 e 30/4 e 1/5), com direção artística do ator e cantor Marcelo Vianna, neto de Pixinguinha, direção musical e arranjos do músico, produtor e pesquisador Henrique Cazes e direção executiva de Lilian Barretto.

“É muito gratificante poder apoiar este verdadeiro tesouro, que é o arquivo das obras de um dos maiores compositores da nossa história”, celebra Fabio Mourão, superintendente de marketing da Brasilseg, uma empresa da BB Seguros. Nos últimos 10 anos, a companhia apoiou 105 projetos por meio da Lei de Icentivo à Cultura, impactando mais de 19,5 milhões de pessoas.

Henrique Cazes, com seu cavaquinho, estará à frente do Sexteto do Nunca, conjunto instrumental completado por Marcelo Caldi (sanfona), Carlos Malta (flauta e sax), Silvério Pontes (trompete e flugelhorn) Marcos Suzano (percussão) e João Camarero (violão de 7 cordas). Participação especial de Marcelo Vianna. Em um dos três dias de espetáculo, em cada cidade haverá um bate-papo com os músicos, sobre o modo composicional de Pixinguinha e como os arranjos foram pensados para  os instrumentos (confira as datas dos bate-papos no serviço).

“Os arranjos dão ênfase à perene modernidade do gênio do choro”, explica Cazes, que procurou contemplar a grande riqueza rítmica da obra de Pixinguinha na escolha do repertório. A seleção das obras inéditas que estão no programa do espetáculo segue a panorâmica de gêneros que Pixinguinha abordou. Choro, samba, polca, tango, o choro mais dolente, todo um arco com as composições dos anos 1910 até 1960.

A descoberta das inéditas é o resultado de uma cuidadosa pesquisa no acervo do compositor, encampada no ano 2000 pelo Instituto Moreira Salles, que se somou em 2017 à varredura no material em posse de outros compositores e instrumentistas. O resultado trouxe à luz mais de 50 músicas jamais gravadas — algumas, apenas tocadas em transmissões radiofônicas.

Henrique Cazes, que mergulhou na música de Pixinguinha há mais de 30 anos — fundou a Orquestra Pixinguinha – fala sobre o trabalho: “Pixinguinha é uma figura mitificada, às vezes adorada, mas sua produção musical em si é pouco estudada”, diz. “Há circunstâncias históricas a considerar. Uma delas, a invasão das big bands americanas no rádio dos anos 1930, e a reação a isso foi transportar tudo o que havia antes para a gaveta do ‘passadismo’. O choro fica velho de um dia para o outro. E de certo modo, submerge para o grande público por longas décadas”.

Cazes vê ainda outra questão nessa ausência — cultural. 

Marcelo Vianna e Henrique Cazes fizeram uma robusta série de aulas-espetáculos entre 2015 e 2017 em torno da obra de Pixinguinha — “Pixinguinha: as 5 estações”. O projeto da reunião das inéditas começou em 2018. A seleção das obras inéditas que estão no programa do espetáculo segue a panorâmica de gêneros que Pixinguinha abordou.

Marcelo Vianna ressalta que essa é “uma nova chance de conhecer um dos maiores da música”. “Lido com esse acervo desde que me profissionalizei na música e no teatro, e tenho a percepção do herdeiro, mas também do brasileiro, com um orgulho infinito”.

“Em meio a tantas perdas, a música de Pixinguinha traz luz e energia”, garante Cazes, que tocou cada uma das partituras descobertas “com um prazer indescritível”. Marcelo, que lembra a proximidade do cinquentenário de morte de seu avô, em 2023, não tem dúvidas: Pixinguinha “é aqui e agora, contemporâneo, eterno”.

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