Brasília, 24 de Setembro de 2022 - 12:43

Câmera Record denuncia os riscos de trabalho em garimpos ilegais em áreas residenciais no Pará

Neste domingo, dia 27/06, a equipe do Câmera Record realiza uma descida de 170 metros e entra no poço de um dos grandes garimpos de Cachoeira do Piriá, no Pará. Um lugar onde a a corrida para encontrar riquezas fez surgir pontos de exploração ilegal até mesmo em áreas residenciais.

A caverna foi esculpida pela força do homem em busca de riquezas. Os repórteres registraram todo o funcionamento do local, onde as rochas foram reforçadas com ferro e concreto. Existem mangueiras para conduzir oxigênio. Em alguns locais, é possível ver os buracos para colocação de explosivos. "É daqui que nós vivemos, trabalhamos. É daqui que nós sobrevivemos", diz Rosângela Fagnani Pinto, representante da família que explora o terreno.

A atividade do garimpo se espalhou por toda a cidade de 34 mil habitantes. Segundo pesquisadores, nas terras de Cachoeira do Piriá existem 42 toneladas de ouro.

Pontos de garimpo ilegais foram montados em áreas residenciais e a vizinhança convive com o perigo constante de desmoronamentos. "Está arriscado, a pessoa tá dormindo e pode cair dentro de um buraco, a casa desaba em cima da pessoa", diz um dos moradores.

Um acidente em um garimpo marcou para sempre a vida de José Antonio Durans. Em 2018, o filho Daniel, de 21 anos, trabalhava no buraco de um poço quando a peça de uma máquina despencou. "Bateu e matou ele na hora. Já morreu muita gente aqui", ele diz.

No podcast, a jornalista Renata Garofano conversa com a repórter Giselle Barbieri sobre os bastidores das gravações dentro de garimpos. Disponível na página oficial do Câmera Record no portal R7.com e nas principais plataformas de áudio.

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