Brasília, 25 de Janeiro de 2026 - 8:35

Câmera Record denuncia os riscos de trabalho em garimpos ilegais em áreas residenciais no Pará

Câmera Record denuncia os riscos de trabalho em garimpos ilegais em áreas residenciais no Pará

Neste domingo, dia 27/06, a equipe do Câmera Record realiza uma descida de 170 metros e entra no poço de um dos grandes garimpos de Cachoeira do Piriá, no Pará. Um lugar onde a a corrida para encontrar riquezas fez surgir pontos de exploração ilegal até mesmo em áreas residenciais.

A caverna foi esculpida pela força do homem em busca de riquezas. Os repórteres registraram todo o funcionamento do local, onde as rochas foram reforçadas com ferro e concreto. Existem mangueiras para conduzir oxigênio. Em alguns locais, é possível ver os buracos para colocação de explosivos. "É daqui que nós vivemos, trabalhamos. É daqui que nós sobrevivemos", diz Rosângela Fagnani Pinto, representante da família que explora o terreno.

A atividade do garimpo se espalhou por toda a cidade de 34 mil habitantes. Segundo pesquisadores, nas terras de Cachoeira do Piriá existem 42 toneladas de ouro.

Pontos de garimpo ilegais foram montados em áreas residenciais e a vizinhança convive com o perigo constante de desmoronamentos. "Está arriscado, a pessoa tá dormindo e pode cair dentro de um buraco, a casa desaba em cima da pessoa", diz um dos moradores.

Um acidente em um garimpo marcou para sempre a vida de José Antonio Durans. Em 2018, o filho Daniel, de 21 anos, trabalhava no buraco de um poço quando a peça de uma máquina despencou. "Bateu e matou ele na hora. Já morreu muita gente aqui", ele diz.

No podcast, a jornalista Renata Garofano conversa com a repórter Giselle Barbieri sobre os bastidores das gravações dentro de garimpos. Disponível na página oficial do Câmera Record no portal R7.com e nas principais plataformas de áudio.

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