Brasília, 27 de Maio de 2022 - 12:29

Record inova com linguagem dos quadrinhos em telejornal

 A nova série do Jornal da Record sobre tráfico humano estreia nesta segunda-feira (10), com uma reportagem produzida com uso da linguagem dos quadrinhos, formato inédito para um telejornal. O Jornal da Record vai ao ar a partir das 19h45.

A nova série especial, "Aprisionadas", conta, em quatro reportagens, o drama vivido por brasileiras vítimas desse tipo de crime. Todos os casos têm um ponto de partida em comum: o aliciamento pelas redes sociais. Quatro temas serão desenvolvidos: grupos extremistas, tráfico de órgãos, exploração sexual e escravidão contemporânea.

A repórter Thais Furlan teve acesso a denúncias de mulheres que eram levadas, num esquema criminoso de tráfico de órgãos, para o exterior. Uma delas, traumatizada, não quis gravar entrevista para as câmeras, mas narrou em áudio tudo o que aconteceu. Foi para contar essa história que a equipe do Jornal da Record apostou no jornalismo em quadrinhos.

Alexandre de Maio, referência em jornalismo em quadrinhos, faz parte desse projeto. A história é real e, por meio do desenho, é possível revelar detalhes do local, do suspeito e de todas as situações. Imagens que a Record TV não mostra para preservar a vítima, mas, com o uso da HQ, ajuda o telespectador a entender a história, na terça-feira (11).

Antes, a série estreia com o caso de uma jovem de 19 anos que se envolveu com grupos extremistas e viajou para a Turquia. Desde então, a família, que vive em São Paulo, não consegue ter notícias de seu paradeiro. E na matéria sobre exploração sexual, na quarta-feira, destaque para a ação de agentes da imigração de Londres que salvaram uma brasileira de ser vítima deste crime.

A última reportagem da série revela como duas mulheres bem-sucedidas tornaram-se vítimas da chamada escravidão contemporânea. Enganadas por homens que prometiam uma vida de luxo e fantasia na Turquia, as brasileiras, quando se encontraram com os companheiros, perceberam que a realidade era completamente diferente. Elas não podiam sair de casa, faziam serviços domésticos, cuidavam de idosos, e eram castigadas diariamente.

As reportagens são de Thais Furlan, Fernanda Camargo, Daniel Arcanjo e Lucas Bueno, com coordenação de Rosana Teixeira.


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