Uma nova pesquisa da empresa de cibersegurança NordVPN revelou a dimensão alarmante do roubo de cookies em todo o mundo, com um destaque negativo para o Brasil, que obteve o segundo pior resultado. O levantamento identificou mais de 52,4 bilhões de cookies roubados em dados históricos de infostealers ao longo de um ano.
Os cookies de navegador se tornaram a principal moeda dos cibercriminosos e apareceram 4,6 vezes mais do que todos os outros tipos de dados roubados somados, incluindo senhas, arquivos e cartões de pagamento.
“Observamos uma mudança na maneira como os hackers atuam. A questão já não envolve apenas descobrir uma senha”, afirma o diretor de tecnologia da Nord VPN, Marijus Briedis. “Agora, eles buscam roubar a chave digital que já está girada na fechadura.”
O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial, com 2,83 bilhões de cookies encontrados nos conjuntos de dados analisados. Os cookies roubados permitem que os invasores contornem completamente as telas de login.
Cookies são pequenos arquivos de dados que os sites armazenam no navegador para reconhecer usuários e manter informações entre diferentes acessos. Ao reutilizar um cookie de sessão ativo, um criminoso pode se passar por um usuário que já efetuou login sem precisar da senha. Essa técnica recebe o nome de sequestro de sessão.
Os cookies ajudam a preservar sessões de login, preferências de idioma, itens no carrinho e configurações de navegação. Também podem apoiar ferramentas de análise e publicidade.
Embora não armazenem necessariamente a senha, alguns cookies contêm identificadores que comprovam uma sessão autenticada. Caso um criminoso roube um cookie de sessão ativo, ele pode assumir a conta sem preencher novamente as credenciais. Esse ataque, chamado sequestro de sessão, permanece possível até o usuário encerrar ou invalidar o acesso.
O levantamento da NordVPN aponta que os registros roubados com maior frequência não estavam associados a acessos bancários, mas a plataformas populares usadas diariamente. O Google liderou o conjunto de dados, com 11,78 milhões de registros roubados, seguido pelo Facebook, com 8,10 milhões, e pela Microsoft, com 7,85 milhões.
Nas redes sociais
Informações separadas dos alertas da NordVPN sobre sessões sequestradas indicam que a exposição de cookies de sessão também afeta intensamente plataformas sociais e de entretenimento.
Serviços como Twitch, Netflix, YouTube, Reddit e Bing apareceram com frequência entre as exposições detectadas. Isso mostra que contas usadas para navegação, streaming e lazer também têm valor para os invasores.
A pesquisa registrou roubos de cookies em mais de 250 países e territórios. A Índia liderou o levantamento, com 4,68 bilhões de cookies roubados, seguida pelo Brasil, com 2,83 bilhões; Estados Unidos, com 2,43 bilhões; Indonésia, com 2,10 bilhões; e Filipinas, com 1,93 bilhão.
Quando os pesquisadores ajustaram os números ao tamanho da população, Uruguai, Peru e Chile apresentaram as maiores concentrações de cookies roubados por habitante.
Marijus Briedis recomenda encerrar as sessões, limpar o cache do navegador e usar ferramentas de monitoramento de sessões para invalidar as chaves digitais roubadas antes que criminosos consigam explorá-las.
“O roubo de cookies mostra que a cibersegurança não envolve apenas prevenção. Ela também depende da rapidez com que você reage quando algo dá errado”, diz Briedis. “Caso algué






