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BRASIL TEM MEIO MILHÃO DE INFLUENCIADORES E PROFISSÃO SEQUER EXISTE

Por Redação Meio e Mídia18/02/2024 · 08:05
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O Brasil possui hoje mais influenciadores digitais que engenheiros, arquitetos e dentistas, mas a profissão sequer existe, ao menos oficialmente. São 500 mil influenciadores no País com, no mínimo, 10 mil seguidores. Assim, o total de influenciadores supera a quantidade de engenheiros civis (455 mil), de dentistas (374 mil) e de arquitetos (212 mil), empatando com o número de médicos (520 mil).

Levando em conta os influencers com mais de 1.000 seguidores, o número salta para 20 milhões, o que equivale a 10% da população brasileira. Mesmo com esse mercado expressivo, a profissão ainda não é regulamentada. Uma pesquisa realizada pela Influency.me, empresa especializada em campanhas com influenciadores, questionou ao mercado se a regulamentação é vista como positiva.

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A reposta revela um índice acima de 80% favoráveis à regulamentação da carreira. Participaram da pesquisa mais de 350 pessoas, contemplando todos os segmentos que atuam no marketing de influência.

Do ponto de vista das marcas, 92% delas acreditam que a regulamentação seja importante; 93% dos assessores dos influenciadores concordam com a afirmação; 80% dos influenciadores também enxergam que regulamentação seja um bom caminho; e 81% das agências compartilham da mesma opinião.

Casas de apostas

Com as recentes polêmicas envolvendo influenciadores divulgando casas de aposta e jogos de azar, o debate sobre os limites da influência reascendeu.

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) elaborou o Guia de Publicidade por Influenciadores Digitais, que traz orientações na hora de gravar publicidade. Nessa atividade, o influenciador acaba sendo caracterizado como um agente de publicidade, sujeito então à regulação aplicável, em especial do código do conselho.

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“As orientações do Conar não têm força de lei, mas são instrumentos muito importantes para guiar os influenciadores na hora da gravação de conteúdo”, afirma o CEO da Influency.me, Rodrigo Azevedo. “Os limites já impostos por outras leis brasileiras também se aplicam aos influenciadores, como a necessidade de apresentar fatos verídicos, não agir de má fé e não divulgar produtos potencialmente prejudiciais à saúde”, diz Azevedo.

Uma pesquisa recente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) mostrou que 73% das pessoas físicas que realizaram o primeiro investimento tomaram essa decisão com base em informações de influenciadores. “Um consultor financeiro precisa ter credenciais específicas que o habilitem a trabalhar nessa área. Já os influenciadores não têm, o que abre espaço para conselhos nem sempre adequados serem difundidos”, afirma o CEO da Influency.me.

Para Azevedo, a regulamentação da profissão pode ser trabalhada nos próximos anos. “É importante que possíveis leis estejam alinhadas com o dia a dia do profissional para não cercear seu trabalho e, ao mesmo tempo, garantir a segurança física, emocional e financeira de quem segue esse influenciador“, diz. Segundo ele, a regulamentação da profissão no Brasil deve ser construída em conjunto com a sociedade.

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