O setor audiovisual do Brasil foi responsável por gerar 600 mil empregos diretos e indiretos em 2024, com um impacto de R$ 70,2 bilhões na economia nacional, de acordo com os números levantados em um estudo inédito da Oxford Economics, encomendado pela Motion Picture Association (MPA).
“Estimamos que o setor tenha gerado um total de R$ 9,9 bilhões em pagamentos de impostos ao governo”, afirmou o economista sênior da Oxford Economics, Daniel Diamond, coautor do relatório com a economista Alice Gambarin.
Esses dados importantes para o PIB (Produto Interno Bruto), apresentados na segunda-feira, dia 06 de outubro, representam um reforço do setor para conseguir a adoção de políticas públicas, reivindicação antiga do segmento. Além da criação da Federação do Comércio e Indústria do Audiovisual (Fica), o lançamento do estudo reforça a importância do setor para a economia.
O estudo foi realizado pela empresa global líder em consultoria econômica, que faz previsões, modelos e análises de dados que contribuem para auxiliar empresas e governos em decisões estratégicas.
De acordo com a Oxford Economics, o setor audiovisual em 2024 movimentou o equivalente a a 0,6% do PIB brasileiro em 2024, gerando um total de R$ 70,2 bilhões para a economia e 608.970 empregos diretos e indiretos.
Com apresentação no RioMarket, principal evento sobre negócios e debates do audiovisual na América Latina, que ocorre em paralelo ao Festival de Cinema do Rio, o relatório apontou que em relação a outras indústrias, o setor alcançou o mesmo total de empregos diretos (121.840 pessoas) que a indústria farmacêutica.
O setor audiovisual, afirma o estudo, contribui para a arrecadação de impostos e a contribuição econômica na produção e distribuição de filmes e TV, nas exibições no cinema e em vídeos sob demanda, além de resultar em impactos no turismo e na promoção do Brasil por meio da exportação audiovisual.
Somente na atividade direta, o setor audiovisual gerou R$ 31,6 bilhões do PIB, ou 12% do setor de serviços públicos do Brasil, e registrou remuneração média mensal de R$ 6.800, 84% superior à remuneração média do país.
A atividade direta inclui empresas e profissionais diretamente empregados na criação, produção e distribuição de conteúdo audiovisual. Entre elas, empresas de produção de cinema e televisão, redes de transmissão, serviços de pós-produção e técnicos autônomos, como operadores de câmera e engenheiros de som
“São dados muito relevantes que fortalecem efetivamente o nosso trabalho, que é público privado”, disse a produtora de cinema e TV Walkíria Barbosa, sócia do Grupo Total. Walkíria vai presidir a Fica.
A Federação do Comércio e Indústria do Audiovisual (Fica) foi criada após o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) incluir o audiovisual no projeto da Nova Indústria Brasil.
A entidade define a sua proposta como capaz de “reafirmar o audiovisual brasileiro como uma indústria, em reconhecimento aos expressivos resultados na economia do país, como vetor de inovação e geração de empregos qualificados”.
Com informações da Agência Brasil
Foto: Pixabay












