A Globo apresentou as novidades da sua programação para 2026. Para o presidente Paulo Marinho, a empresa pensa a longo prazo, em princípios que não se medem em trimestres, mas em décadas, possibilitando criar um ambiente onde “o talento pode florescer e onde todas as marcas e as indústrias se fortalecem”.
O executivo falou no “Upfront Globo 2026”, realizado na noite de segunda-feira, 13 de outubro, no auditório do Ibirapuera, em São Paulo. A empresa reforçou sua estratégia de distribuição multiplataforma e seu papel como produtora e contadora de histórias.

Paulo Marinho fez um retrospecto da evolução da empresa, reforçando o pioneirismo do Globoplay em publicidade no Brasil desde seu nascimento, há 10 anos, e a apresentação de formatos diferenciados para o meio digital. Ele falou sobre a inauguração do “maior estúdio de produção virtual da América Latina e um dos maiores do mundo“.
Marinho introduziu a DTV+, referindo-se a ela como um divisor de águas na maneira de consumir a televisão aberta e como um meio que trará muitas oportunidades de negócios.
O executivo afirmou que a Globo se desafia novamente na evolução de seus meios, estabelecendo “novos padrões de qualidade e de inovação”, e que essa evolução amplia os atributos da TV aberta.
Outros movimentos importantes mencionados foram o lançamento da GE TV, o lançamento dos vídeos curtos verticais, e o avanço no mercado de influência, sendo todos “novos formatos para atender a novos gostos, novos hábitos e a todas as gerações brasileiras”.
Paulo Marinho encerrou sua participação reiterando a missão da empresa de “criar, produzir e distribuir conteúdos de qualidade e com o propósito também muito firme de criar e revelar as melhores histórias” para o público e para que as marcas possam se comunicar com ele.

Na sequência, a diretora de Negócios da Globo, Manzar Feres, abordou o desafio da atenção, citando a “disputa pela criação” em um cenário de “telas fragmentadas, olhares dispersos”.
A executiva ressaltou que os números sozinhos já não bastam. “Eles precisam ser atribuídos ao que realmente impacta no negócio.” Ela mencionou o caso da morte de uma personagem de novela, que foi “ótimo” e que transformou o capítulo em “fenômeno cultural”, um exemplo de “relevância conquistada”.
Publicidade e inovação tecnológica
A produção de vídeos curtos verticais, que atende à demanda do consumo em dispositivos móveis, já supera 3 mil vídeos mensais nos aplicativos e sites da Globo, como g1, ge, gshow e Receitas. Essa linguagem, que une agilidade de produção e engajamento, é expandida para o Globoplay e as redes sociais da Globo, com o desenvolvimento dos microdramas.
O Upfront 2026 apresentou formatos de publicidade que buscam a segmentação e a interatividade. Entre as novidades estão o Pause Ads em vídeo e tela cheia, que permite a inserção de anúncios em momentos estratégicos da pausa do conteúdo.
A evolução do DAI, como é chamada a inserção dinâmica e segmentada de publicidade nos intervalos de sinais ao vivo da TV Globo e dos canais pagos no Globoplay, permite a entrega de publicidade contextualizada no streaming.
A maior inovação no mercado de mídia foi destacada com a chegada da DTV+. A tecnologia permitirá que os anunciantes entreguem publicidade segmentada, interativa e contextualizada na TV aberta.
Manzar Feres afirmou que os planos comerciais da Globo estão cada vez mais flexíveis, customizados e criativos, conectando marcas e públicos em todos os lugares, seja nas TVs, nos celulares, nas casas, nos elevadores, nas ruas.
Com informações do portal Tela Viva
Debora Bloch apresentou o que a Globo está preparando para a dramaturgia em 2026 — Foto: Divulgação/TV Globo/Renato Pizzutto












