A Anistia Internacional iniciou uma série de intervenções urbanas em pontos estratégicos do Rio de Janeiro, todos próximos a espaços de circulação de autoridades do sistema de justiça e de segurança pública.
A ação integra a campanha “Educação no Alvo” e utiliza mobiliário urbano e peças de mídia out-of-home (OOH) nas proximidades da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público para expor como o direito humano à educação tem sido violado pela frequência de confrontos armados no estado.
As intervenções criadas pela agência Africa Creative apresentam materiais didáticos que seriam utilizados, caso as aulas não tivessem sido canceladas, transformados em alvos de tiro, simbolizando o impacto direto da insegurança pública no cotidiano escolar e no aprendizado de milhares de estudantes.
A primeira etapa da ação foi exibida em um dos maiores painéis de OOH do país, localizado no Jardim de Alah, ampliando o alcance da denúncia sobre a interrupção recorrente do calendário escolar.
O projeto se baseia no cruzamento entre o calendário escolar de 2025 e os registros de tiroteios no estado. A estimativa é de que estudantes tenham perdido cerca de 50 dias letivos, no espaço de um ano, em função de episódios de tiroteios, ameaças e operações policiais.
Ao ocupar espaços próximos a centros de decisão, a organização busca evidenciar que, hoje, o funcionamento das escolas em diversos territórios é condicionado pela dinâmica da violência, e não pelas diretrizes educacionais.
A campanha também apresenta o documentário Cartas pela Paz, dirigido por Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger, em parceria com a Redes da Maré, organização de referência na defesa de direitos nas favelas do Rio de Janeiro.
No filme, crianças moradoras de favelas escrevem cartas ao Supremo Tribunal Federal.
As violações de direitos humanos são os principais alvos da Anistia Internacional. A situação no Rio de Janeiro representa uma oportunidade para a organização atuar mobilizando a sociedade e cobrando os órgãos de controle, como o Ministério Público, para que essa história seja interrompida.

Ficha Técnica
Título: Educação no alvo
Agência: Africa Creative
CCO: Sergio Gordilho
Co-CCO: Nicholas Bergantin
ECD: Rafael Freire
Diretor Criativo: Felipe Miskulin
ACD: Pedro Ximenes e Victor Keiti
Copywriter: Matheus Loretti
Diretor de Arte: Gabo Moraes
Mídia: Thiago Rodrigo Martinez, Rafael Franca Leite e Gabriel Zavala
Planejamento: Victoria Franco
VP de Projeto Especiais e Conteúdo Criativo: Juliana Leite
Diretora de Projetos Especiais: Lica de Souza
Gerente de Projeto: Shari Saber
Produtores Criativos: Laís Cattena, Giovanna Lima, Lucia de Carvalho Maia, Andrea de Marques, Nadia Sobh, Raquel Martins e Giovanna Dal’Bó
VP de Pessoas e Comunicação: Carla Guimarães Espíndola
Gerente: Anaterra Dantas
Analista: Maria Isabel Abreu
VP de Sustentabilidade e Relações Institucionais: Raphael Vandystadt
Pesquisadores de Insights Criativos: Bea Ribeiro, Mana Black e Ana Luiza Pitanga
Edição de Case: Vitor Ambrosio
Edição de Motion: Nathalia Reiter e Caio Gandolfi
Empresa Adicional: Pororoca.ag
Produtora: Black Madre
Diretor de Criação: André Maciel
Diretora Executiva: Tina Castro
Head de Planejamento: Le Alves
Planejamento: Beatriz Perrote e Tommy Martins
Head de Produção: Laryssa Andrade
Assistente de Arte: Gabriel Moran e Pedro (Pepe) Kamei Kedor
Fotógrafo: Rodrigo Pirim
Produção: Edinalva Farias
Produção: Grupo Caipe
Diretor de fotografia: Marcelo Martins
Apoio: Documentário Cartas pela Paz
Diretores: Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger
Produção de Áudio: Pingado Áudio
Diretor de Música: Will Bone
Produtores Executivos: Lu Novelli e Matheus Peres
Produtores Musicais: Magno Rilly e Luiz Dourado
Gerente de Contas: Bruno Zorgi
Coordenadora de Produção: Letícia Nunes
Pós-produção de Áudio: Well Costa
Aprovador por: Ana Lia Galvão, Ana Carolina Pimentel, Fernanda Lopes, Jurema Werneck, Liliane Pantoja, Ygor Sarmanhp e Thalita Salgado Buissa.




