O fundador da produtora Osllo, Nelson Born, afirma que a revolução da inteligência artificial no audiovisual precisa ir além da geração de imagens e vídeos. Com mais de dez anos de projetos para marcas como TikTok, Rock in Rio, Adidas, Red Bull e Ambev, Born apresenta a Aistra, plataforma de IA recém-lançada pela empresa, voltada à gestão e ao trabalho administrativo antes e depois das filmagens.
Em vez de criar trilhas ou cenários, o usuário insere as conversas com o cliente e a ferramenta gera propostas comerciais, contratos, briefings, orçamentos, roteiros e ordens do dia, com histórico de ponta a ponta.
São mais de 100 ferramentas integradas, com possibilidade de migrar dados de sistemas de terceiros. “A maior parte do mercado está olhando para a IA que gera imagem e vídeo. Fomos olhar o que acontece antes disso, que é onde o tempo realmente se perde”, afirma Born, que tem 28 anos de idade.
“A tecnologia não substitui o cineasta nem o olhar humano. Ela tira da mesa a tarefa repetitiva”, diz o executivo.
O Brasil tem mais de 12 mil produtoras registradas na Ancine. O setor injetou cerca de R$ 70,2 bilhões no PIB em 2024 e registrou mais de 3 mil obras em 2025, alta de 4%. Com mais projetos simultâneos, cresce a carga administrativa que a plataforma promete absorver.
O lançamento marca a entrada da Osllo no software por assinatura (SaaS), com o licenciamento da propriedade intelectual. Born reconhece, porém, o desafio cultural de educar um mercado que ainda gerencia produções por planilhas, e-mails e WhatsApp.












