Brasília, 04 de Fevereiro de 2026 - 23:15

MEU PAI FRANKLIN VERGARA

MEU PAI FRANKLIN VERGARA

*Por Eduardo Vergara

Alguns momentos na vida são incrivelmente marcantes. O meu primeiro andar na bicicleta sem rodinhas, o meu primeiro trabalho, o meu primeiro prêmio, a primeira gargalhada imparável e a primeira viagem sem bilhete de volta. Meu querido pai às vezes era o professor, às vezes um orgulhoso espectador, às vezes um companheiro e amigo ajudando a abrir as portas da vida para os melhores caminhos e, nesta última jornada, ele fez as malas da vida e se tornou o próprio viajante, indo de encontro a um novo horizonte.

Suas andanças pelo mundo criativo sempre renderam frutos admiráveis, e o reconhecimento público de suas obras como publicitário e como fotógrafo acompanhou-o por toda a vida.

Estou certo de que quem teve a oportunidade de compartilhar de sua visão de mundo conheceu uma pessoa brilhante, capaz de construir cidades inteiras, cheias de trens, navios, aviões e veículos que, mesmo em miniatura, apresentavam um grau de criatividade e realidade absolutamente fora da curva, como ele. Cresci neste mundo de brincadeiras e genialidade artesanal que dava gosto passar horas vendo tudo se movimentar, em um mundo de brinquedo que marcou para sempre a realidade da minha infância.

Vivi o privilégio de brincar, fazer esporte, trabalhar, fotografar, viajar e gargalhar com alguém que soube ser pai de uma maneira ímpar e um inesquecível amigo e companheiro de vida.

Me despeço com a certeza de que o universo será encantado com a beleza da criatividade e da alegria que Franfran carrega em sua mala.

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