Quando precisam se informar sobre um produto ou serviço na internet, 64% dos brasileiros citam o Google de forma espontânea, sem serem apresentados a qualquer estímulo ou lista de opções. A plataforma aparece isolada à frente de qualquer rede social, marketplace ou ferramenta de inteligência artificial: o segundo colocado, Mercado Livre, fica com 5%.
É o que mostra “O Mapa da Busca no Brasil 2026”, estudo da Optimiza Marketing em parceria com a AB Pesquisas, Insights e Tendências, que ouviu 1.000 consumidores de todas as regiões e classes sociais do país em dezembro de 2025 (veja o mapa da busca no fim da matéria).
O índice de lembrança espontânea do Google é ainda maior entre mulheres (67%), consumidores da geração Baby Boomers (69%), moradores do Sul (70%) e pessoas com ensino superior completo (70%), ou seja, perfis distintos de consumidores.
Para entender a dimensão desse número, vale compará-lo a estudos de mercado tradicionais: marcas historicamente dominantes em pesquisas de Top of Mind no Brasil, como Omo e Nike, costumam registrar entre 5% e 8% de lembrança espontânea.
Marcas de serviço, como Vivo e Claro, chegam a cerca de 30% em seus mercados. O Google, com 64%, opera em uma escala que nenhuma marca de consumo tradicional costuma atingir.
“O Google não desapareceu. A IA não tomou seu lugar. As redes sociais não viraram, sozinhas, o novo centro da decisão”, afirma a CEO da Optimiza Marketing, Júlia Neves, responsável pelo estudo. “O que aconteceu foi uma redistribuição de funções”, diz.
Para marcas e empresas, o dado reforça que investir em visibilidade orgânica no Google continua sendo estratégico em 2026.
– Confira aqui o “O Mapa da Busca no Brasil 2026“




