*Por Antoninho Rossini
As bets, essas plataformas de apostas esportivas, que se somam ao grande cardápio da jogatina neste cassino chamado Brasil, precisam rever suas estratégias. Disputar dinheiro de sonhadores e esperançosos de um dia obterem fortunas fáceis está se complicando. Tramita nas esferas governamentais projetos que proíbem que influenciadores com milhões de seguidores, artistas, atletas e até campanhas publicitárias possam usar e abusar em favor das bets. Essas regras devem disciplinar as estratégias de comunicação das bets.
O bom é que esse fenômeno não atinge apenas o Brasil. O mundo todo foi tomado por essa febre das bets, mas nos últimos meses, de forma espontânea, os palpiteiros e seus Apps de smartphones estão mais comedidos quando fazem suas apostas. Não aceitam mais cair na lábia de influenciadores só porque fazem suas piruetas, por meio da internet para chamar a atenção e obter seguidores. Os artistas estão quase que nesse mesmo balaio. Ter talento reconhecido não lhes garante mais persuadir alguém a fazer apostas. O mesmo acontece, também, com os atletas. Os apostadores estão passando a entender que a fama de um craque só tem valor na sua especialidade e não mais a de invadir seus corações e mentes para jogar. Com as agências de publicidade, há alguma diferença porque cabe a ela e dentro dos meios legais, promover a venda de produtos e serviços, desde que não se exponham a atos ou fatos enganosos. Aliás, o Brasil é um dos países que mais se destacam no campo da criação e da responsabilidade da sua comunicação publicitária. Tanto é que, muitas agências, não estão renovando contratos com influenciadores, atletas e nem com artistas para essas tarefas de apostas esportivas.
Há um provérbio popular que diz que um ladrão entra para roubar quanto encontra a porta aberta. O paralelo com as bets está no fato que algumas portas ainda estão abertas e podem ser fechadas e complicar a vida dos fora da lei. Só vai depender de como esse tema será tratado nas esferas governamentais. Um pano rápido para finalizar: as bets reúnem magnatas. Eles existem graças aos seus recursos financeiros e aproximação com o poder.





