Às vésperas da Black Friday, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 aponta São Paulo, Distrito Federal e Paraná nas três primeiras posições do País em taxa de estelionato por 100 mil habitantes, considerando o ano-base de 2024.
O Brasil somou 2,2 milhões de ocorrências no período, uma média de quatro golpes ou 1.019,2 registros para cada 100 mil habitantes. Paralelamente, a pesquisa Observatório Febraban indica que 39% dos brasileiros afirmam já ter sido vítimas de golpe ou tentativa envolvendo a própria conta bancária, o maior índice da série.

“Golpes digitais cresceram com a massificação do Pix e das compras on-line”, afirma o advogado Guilherme Guimarães, especialista em direito digital e segurança da informação. “Para reduzir risco, não clique em links recebidos, confira o endereço do site digitando no navegador e nunca confirme dados por telefone”, diz o advogado, que também é diretor jurídico da Datalege Consultoria Empresarial.
Segundo o Anuário de Segurança Pública, o estado de São Paulo lidera a taxa de estelionato com 1.744 casos por 100 mil habitantes, seguido do Distrito Federal (1.681,3) e do Paraná (1.339,5).
Na outra ponta, Paraíba (235,4) e Maranhão (285,3) figuram entre as menores taxas. O Pará também está abaixo da média. O recorte capta boletins de ocorrência de estelionato, uma categoria que inclui golpes digitais, e ajuda a dimensionar a pressão sobre consumidores e empresas no período promocional.
“Os fraudadores exploram pressa, preço fora da curva e contatos que fogem dos canais oficiais”, afirma o advogado. Para o consumidor, o caminho é simples: desconfiar de descontos irreais, checar o histórico de preços, evitar links de SMS, e-mail e aplicativos.
Outros cuidados incluem priorizar meios com contestação (cartão/virtual) e ativar alertas no app do banco. “Em caso de suspeita, interrompa a transação, registre boletim de ocorrência e comunique o banco para tentativa de bloqueio”, diz Guimarães.












