Morreu nesta terça-feira, 02 de setembro, aos 91 anos, o jornalista Mino Carta, fundador e diretor de redação da Carta Capital. O jornalista estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, enfrentando problemas de saúde não divulgados pela família. Ele completaria 92 anos no dia 06 de setembro.
O comunicado foi feito pela sua revista, a Carta Capital. Nascido em Gênova, na Itália, Mino chegou ao Brasil com a família década de 1940, após o encerramento da segunda Guerra Mundial, em 1945.
A vocação pelo jornalismo veio da família, repleta de comunicadores por duas gerações. Antes, porém, Mino Carta cursou direito na Faculdade de Direito no Largo São Francisco, na capital paulista, mas nunca concluiu o curso, que abandonou em 1956. Ele queria mesmo seguir no caminho do jornalismo.
Conhecido como um dos jornalistas mais versáteis da sua geração, Carta dirigiu a revista Quatro Rodas, da editora Abril, aos 27 anos, a convite de Victor Civita. Ao longo de sua carreira esteve à frente de publicações como Veja, IstoÉ e CartaCapital, lançada na década de 1990.
Mino também participou da fundação do Jornal da Tarde, no ano de 1966, e do Jornal da República, em 1979, junto com Cláudio Abramo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou a morte do jornalista e declarou luto oficial de três dias. Lula afirmou que Mino formou gerações de profissionais da imprensa e “mostrou que a imprensa livre e a democracia andam de mãos dadas”.
Lula, que era amigo pessoal do jornalista, irá ao velório nesta terça, em São Paulo.
Dedicado ao trabalho, Mino nunca chegou a concluir o curso superior de jornalismo, mas foi agraciado com o título de doutor honoris causa pela Faculdade Cásper Líbero.
Mino foi casado com Maria Angélica Pressoto, que morreu em 1996. Um de seus filhos, o também jornalista Gianni Carta, morreu em 2019, vítima de câncer. Mino deixa uma filha, Manuela Carta.






