Brasília, 05 de Dezembro de 2022 - 15:15

JORNALISTAS SOFREM MAIS ATAQUES DE GÊNERO

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), os ataques contra mulheres jornalistas subiram 250% no mês de setembro, em comparação com agosto. O número representa um terço do total anual registrado. Os dados são dos monitoramentos de ataques gerais e de violência de gênero contra profissionais da imprensa, realizados pela entidade.

O estudo ainda mostrou que, em comparação a setembro de 2021, os ataques a profissionais mulheres apresentaram um aumento de 47,7%. Neste ano, foram apontados 28 casos, quase um por dia, no mês nove. De acordo com a Abraji, a maioria das ofensivas derivou da turbulência no cenário político brasileiro, que foi acentuada durante o período eleitoral. A análise é baseada no fato de que 64,3% dos casos estavam diretamente conectados à cobertura eleitoral e 50% das agressões tiveram a participação de agentes políticos e estatais. 

Segundo a pesquisa, 67,9% dos ataques foram verbais em setembro, e utilizados na tentativa de descredibilizar e desmoralizar comunicadoras. Em 64,3% dos casos, a origem ou a repercussão do acontecido ocorreu em redes sociais. Já 21,4% das mulheres foram vítimas de ameaça, intimidação e/ou violência física. Além disso, dois ocorridos foram considerados episódios de violência sexual, com importunação e ameaça de estupro.

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