O diretor de investimentos da RioFilme, Mauricio Hirata, estima que, neste ano, o audiovisual nacional contará com, no mínimo, 4 bilhões de reais em investimentos, somando as leis Paulo Gustavo, Aldir Blanc e valores do Fundo Setorial do Audiovisual.
“É, certamente, um recorde. Agora, precisamos pensar em maneiras desse investimento não se perder. É uma oportunidade enorme de darmos um salto no nosso mercado – e ela não pode ser perdida por fazer uma distribuição não planejada desses recursos”, disse ele, durante debate sobre os rumos para o audiovisual na Rio2C 2023.
A digitalização, segundo ele, mudou completamente o cenário. “Abre a possibilidade de muita gente produzir audiovisual com qualidade. Por outro, ela desmontou um sistema de distribuição em janelas que eram a base dos modelos de negócio do audiovisual. Um dos principais desafios, hoje, é a monetização de conteúdos; saber como ter retorno quando a comercialização se dá em uma única janela”, disse.
Hirata foi apoiado pela produtora Glaucia Camargos: “O Brasil tem um mercado, cada vez mais, interessante, mas, de fato, o digital desorganizou tudo. Antigamente, o modelo de negócio era claro, estabelecido, e foi assim durante anos. Hoje é desmantelado. Isso é ruim, porque faz com que os recursos sejam mal aproveitados. Não adianta dar dinheiro para produzir o filme, se ele não terá espaço para ser visto”.
Vinicius Clay, diretor da Ancine, afirmou que o governo está buscando mais eficiência na aplicação e na garantia de que os recursos cheguem, rapidamente, para as empresas produtoras.
“Há uma discussão junto ao Tribunal de Contas da União para que a metodologia de prestação de contas seja modificada, com foco em gestão de riscos, cumprimento dos objetos e análise das despesas. Esperamos dar um tratamento específico a projetos mais antigos, que têm dificuldades de prestar contas. Vamos, em breve, resolver essa situação”, disse o diretor da Ancine. Com informações da Telaviva.






