Brasília, 20 de Maio de 2026 - 23:31

FLORIANÓPOLIS É A CIDADE MAIS CRIATIVA DO BRASIL, MOSTRA ÍNDICE DA ESPM

FLORIANÓPOLIS É A CIDADE MAIS CRIATIVA DO BRASIL, MOSTRA ÍNDICE DA ESPM

Florianópolis, capital de Santa Catarina, é a cidade mais criativa do Brasil, seguida por Vitória (ES) e Curitiba (PR), de acordo com um índice divulgado pela ESPM. O Índice de Desenvolvimento Potencial da Economia Criativa (IDPEC) constitui uma metodologia que estima o potencial das 26 capitais brasileiras e do Distrito Federal para crescer economicamente com base em negócios ligados à chamada Economia Criativa. 

A pesquisa utilizou o método min-max para comparar as cidades em uma escala de 0 a 1. O lançamento do índice faz parte da programação de comemoração dos 50 anos da ESPM Rio. Criado pelo Mestrado Profissional em Economia Criativa, Estratégia e Inovação (MPECEI), o índice trabalha com dados dos últimos oito anos. 

Neste primeiro ranking, Florianópolis aparece como a capital mais preparada para desenvolver negócios criativos e se beneficiar economicamente de geração de empresas ligadas a atividades como moda, audiovisual, cinema, software, games e eventos, entre outros. Na sequência, estão Vitória, no Espírito Santo, Curitiba, no Paraná, e São Paulo. O Rio de Janeiro ficou na 19ª  posição no ranking geral.

“O índice é uma ferramenta que pode ajudar significativamente no planejamento de políticas públicas e ajudar as cidades brasileiras  a se prepararem para assumir a vanguarda nessa área e fazer da economia criativa um de seus grandes motores de crescimento”, diz o coordenador do Programa de pós-graduação em Economia Criativa, Estratégia e Inovação da ESPM (PPGECEI), João Luiz de Figueiredo.

Um estudo recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que empresas ligadas à economia criativa devem criar 1 milhão de empregos adicionais no Brasil até 2030. O  estudo quantitativo avalia as capitais a partir de três grandes dimensões. Primeiro, Capacidades Humanas, que traz os efeitos da educação no desenvolvimento da Economia Criativa.

Na sequência, Atratividade e Conectividade Espacial, que examina as cidades criativas como espaços atrativos e conectados. Por fim, Ambiente Cultural e Empreendedorismo Criativo, sobre a  importância das atividades culturais para o crescimento da economia criativa.

Em cada dimensão são consideradas algumas variáveis. Em Capacidades Humanas, por exemplo, foram analisados aspectos tais quais pessoas com ensino superior, qualidade da educação básica e orçamento público municipal em educação. 

Nesse quesito, na variável Pessoas com Ensino Superior, Florianópolis também lidera o ranking,  com o maior percentual (39,1%) de pessoas que possuem ensino superior. Em seguida, vêm Vitória e Brasília. O Rio de Janeiro aparece em quarto lugar. E São Paulo, em oitavo. 

Na avaliação sobre a educação básica na rede pública das capitais, Curitiba apresenta o melhor desempenho com nota 4,9, seguida por Goiânia (4,8) e Teresina (4,6). O Rio de Janeiro ocupa a última posição, com 3,2. E sobre o gasto público municipal per capita em educação (por habitante da cidade), Vitória aparece em primeiro, com um investimento de R$ 1.851,93, seguida por Brasília com R$ 1.784,99 e por Palmas, no Tocantins, com R$ 1.742,96.

Na dimensão Atratividade e Conectividade Espacial, foram selecionadas as variáveis segurança urbana, conectividade digital, e conectividade aérea, que apontam as cidades criativas como espaços de grande atratividade e conectividade espacial, resultando em dinamismo econômico e diversidade social e cultural dos territórios. 

O quesito Segurança Urbana considera a taxa de homicídios por 100 mil pessoas. A cidade com o pior índice é Recife (79,35) e a com o melhor é Florianópolis (15,49). A Conectividade Digital é avaliada a partir da densidade de acesso à internet em banda larga fixa, que representa o número de assinantes a cada 100 habitantes. 

A região Sul do país se destaca no ranking, com Florianópolis, mais uma vez, liderando com 50,6 pontos, seguida por Curitiba com 42,5 e por Porto Alegre com 41,2. O indicador Conectividade Aérea considera o número de passageiros aéreos per capita, a partir da soma de embarques e desembarques dos aeroportos comerciais de cada capital. Vitória aparece em primeiro lugar (8,37), seguida por Florianópolis (7,57) e Recife (5,44). 

A dimensão Ambiente Cultural e Empreendedorismo Criativo leva em conta a importância das atividades culturais. Essa importância é medida com base em três quesitos. O primeiro é o Orçamento Público Municipal em Cultura, que traz o investimento da capital em cultura per capita. Recife destaca-se em primeiro lugar (R$ 120,46). 

O segundo quesito é  Empreendedorismo, que avalia a cidade a partir da taxa líquida de criação de empresas per capita, com Florianópolis obtendo o maior índice (0,025), seguida por Cuiabá (0,0176). O terceiro é o Índice de Governança Municipal (IMG), que considera dados de finanças e gestão, e traz Curitiba em primeiro lugar no ranking com 7,79 pontos, seguida por Belo Horizonte (7,45) e Salvador (7,06). 

Confira, a seguir, o ranking e os respectivos índices das dez cidades com maior potencial para crescimento com base em negócios ligados à economia criativa:

IDPEC 2023

1- Florianópolis (SC) – 0,91

2- Vitória (ES) – 0,83

3- Curitiba (PR) – 0,76

4- São Paulo (SP) – 0,72

5- Brasília (DF) – 0,71

6- Palmas (TO) – 0,66

7- Goiânia (GO) – 0,66

8- Belo Horizonte (MG) – 0,62

9- Porto Alegre (RS) – 0,61

10 – Cuiabá (MT) – 0,60.

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