A partir de 2026, a Meta, controladora do Instagram e do Facebook, passará a repassar tributos como PIS, Cofins e ISS aos anunciantes, elevando o custo da mídia digital no Brasil a um novo patamar.
A mudança, que eleva em mais de 12% o custo nessas plataformas, impõe um desafio direto aos orçamentos de marketing e acelera uma virada de chave: o uso estruturado das leis de incentivo fiscal como parte das estratégias de comunicação.
Nesse novo cenário, de acordo com especialistas, a eficiência não será apenas uma questão de performance ou criatividade, mas de como as empresas organizam seus recursos, incluindo os tributos que já pagariam para potencializar seus planos de marketing institucional.
Dessa forma, as leis de incentivo funcionam como um braço estratégico para marcas que precisam manter presença, relevância e impacto mesmo com a mídia mais cara.
A Brada, que atua apoiando empresas a destinar parte do imposto devido para projetos incentivados, faz recomendações para 2026. Em vez de simplesmente recolher esses recursos ao governo, as empresas podem direcionar parte deles a iniciativas alinhadas aos seus objetivos de marca e posicionamento, ampliando o retorno do investimento em comunicação.
Segundo a CEO da Brada, Vanessa Pires, o marketing moderno precisa conhecer e incorporar as leis de incentivo fiscal como ferramenta estratégica. “Hoje, profissionais de marketing precisam saber que existem mecanismos legais que permitem transformar parte do imposto que a empresa já pagaria em projetos de comunicação e impacto”, afirma a executiva.
“Quando uma empresa destina o valor do lucro real ou presumido a iniciativas incentivadas, ela não está criando um novo custo, está redirecionando o imposto devido para gerar visibilidade, posicionamento e valor institucional. É assim que conseguimos transformar impostos também em marketing social.”
Com a mídia digital pressionada por custos mais altos, as empresas que saírem na frente em 2026 serão aquelas que compreenderem que as leis de incentivo fiscal não são apenas uma vantagem tributária, mas um instrumento de planejamento de marketing, avalia Vanessa.












