Brasília, 25 de Maio de 2022 - 21:53

AUMENTAM AS EMPRESAS QUE RETORNARÃO AOS ESCRITÓRIOS SÓ EM 2022

Os empresários brasileiros estão divididos sobre quando retornar aos escritórios, mesmo com o avanço da vacinação. A maioria (51,57%) estima a volta para o segundo semestre de 2021, mas cerca de 48.4% preferem deixar para o ano que vem. Os dados são da sexta edição da "Pesquisa Covid-19: Como será o seu retorno aos escritórios", conduzida pela KPMG em agosto último, com 287 empresas brasileiras.

Na edição anterior da pesquisa, publicada em abril, a expectativa de retorno aos escritórios era a seguinte: 39% no segundo semestre de 2021, 34% apenas no próximo ano e 27% no primeiro semestre de 2021. Ou seja, houve um avanço quanto aos empresários que jogaram o retorno presencial para 2022.

"A nova edição da nossa pesquisa evidencia que ainda há um ambiente de insegurança dos executivos para o retorno pleno dos profissionais aos escritórios, processo de deve ocorrer de forma ainda gradual. Algumas variáveis surgiram, como o aparecimento de novas cepas e, por isso, a decisão sobre o retorno parece que está sendo postergada. Enquanto isso, as empresas e seus executivos seguem atuando para conquistar mercado e gerar negócios", afirma Jean Paraskevopoulos, sócio-líder de Clientes e Mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul.

Questionados se pretendem manter o home office para seus empregados, mesmo com a vacinação, as respostas indicaram uma aceitação relevante sobre o modelo de trabalho híbrido: sim, três vezes por semana (28,9%); sim, duas vezes por semana (28,5%); não (14,6%); sim, cinco vezes por semana (11,5%); sim, quatro vezes por semana (9%); sim, uma vez por semana (7,3%).

Sobre se o anúncio feito pelas autoridades de saúde a respeito do surgimento de novas cepas do coronavírus afetou o cronograma de retorno aos escritórios, as respostas foram bem divididas: sim (50,8%); não (49,1%). As medidas de combate à disseminação ao vírus também se destacaram, com 36,5% dos respondentes dizendo que manterão o uso de máscara de proteção e utilização de álcool em gel, mesmo com a vacinação.

Perguntados se a empresa reduziu o espaço físico durante a pandemia e, se, com a vacinação, pretendem retomar o espaço anterior, as respostas dos executivos foram as seguintes: não (48,4%); sim, reduzi, mas pretendo manter o espaço atual (39%); sim, reduzi, mas espero retomar o espaço anterior (12,5%).

A sexta edição da "Pesquisa Covid-19: Como será o seu retorno aos escritórios", conduzida pela KPMG, teve a participação de 287 empresas de todas as regiões do Brasil, atuantes nos seguintes setores: Agronegócio (6,25%), Consumo e Varejo (6,56%), Energia e Recursos Naturais (7,50%), Governo (1,56%), Infraestrutura (3,44%), Mercados Industriais (11,56%), Saúde e Ciências da Vida (4,69%), Serviços Financeiros (18,44%), Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (10,31%), ONGs (1,25%) e Outros Serviços (28,44%). O conteúdo está no link – https://home.kpmg/br/pt/home/insights/2021/09/trabalho-presencial-home-office.html

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