Brasília, 28 de Novembro de 2022 - 11:43

Correio Braziliense debate democratização da telessaúde

A telessaúde salvou vidas, encurtou distâncias e fez chegar atendimento médico às casas de milhares de brasileiros, desde o início da pandemia. O atendimento remoto, dispensando idas a prontos-socorros e hospitais para evitar contaminação, fez crescer esse serviço, que a classe médica, agora, quer ver regulamentado a favor do acesso de mais e mais cidadãos.

Esse é o debate para o qual a diretora da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, quer a participação geral. Para isso, ela estará no “Papo com Especialista” – live com o Editor Executivo do Correio Braziliense, Vicente Nunes, na próxima terça-feira, dia 27, às 15h. A transmissão ao vivo se dará pelo site e canais sociais do CB na internet.

“Inovação para democratizar o acesso à saúde” é o título da live. Segundo a FenaSaúde, desde 2002 existe uma regulamentação do Congresso para a telemedicina. Porém, ficou obsoleta após a Covid-19, que suscitou outras práticas e ações imprevistas pela lei.

“O uso da telemedicina foi autorizado em caráter emergencial, durante a pandemia.

Agora, precisamos garantir que essa modalidade de atendimento seja preservada, torne-se permanente e atenda às necessidades dos brasileiros, em linha com a realidade e com os enormes desafios da saúde no país”, defende a FenaSaúde.

O atendimento remoto pode dirimir as desigualdades no atendimento médico, segundo a entidade sindical. No Brasil, há 523,5 mil médicos, para 210 milhões de habitantes, aproximadamente.

“Os brasileiros sempre conviveram com uma brutal desigualdade no acesso à saúde: muitas das nossas regiões têm poucos médicos e poucas concentram a maioria dos profissionais”, lembra Valente.

Daí a defesa da telessaúde, um conceito mais amplo do que o de telemedicina, que segundo a FenaSaúde é a modalidade de atendimento que permite aos profissionais da área de saúde – médicos, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros – prestarem serviço de assistência à distância para pacientes com recursos digitais e comunicação interativa, como celulares, computadores e tablets, podendo ter atendimento sem sair de casa, com segurança conforto e privacidade.


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