Brasília, 24 de Maio de 2022 - 19:38

PLATAFORMA APONTA CRESCIMENTO DO ATIVISMO DIGITAL NO PAÍS

A cada ano, os brasileiros vêm se engajando em novas formas de mobilização cidadã. Em tempos de pandemia, encontraram no ativismo online uma maneira prática e efetiva para manifestarem-se politicamente. Em 2021, pelo menos 16% da população brasileira recorreu aos abaixo-assinados na internet para apresentar alguma demanda, reivindicar por direitos, pressionar políticos e autoridades, defender e apoiar causas e lutar por mudança social.

O dado é da organização Change.org, plataforma tecnológica sem fins lucrativos, voltada para a mudança social. No ano passado, a versão nacional da plataforma ganhou 5 milhões de novos usuários, totalizando 39 milhões de brasileiros engajados no ativismo digital a partir da criação ou assinatura de uma petição.

Em uma analogia, é como se todos os moradores do Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais fossem adeptos dos abaixo-assinados online. Para a diretora-executiva da Change.org no Brasil, Monica Souza, muito mais que números, os dados demonstram que o ativismo digital consolidou-se como um meio legítimo e prático para o exercício cidadão.

“A petição online é um instrumento sempre possível e acessível à ação política. E traz resultados. Em 2021, chegamos à marca de 1 mil petições vitoriosas em nossa plataforma. Ou seja, mil histórias que tiveram um final feliz”, fala Monica. Somente no ano passado, um total de 232 campanhas hospedadas pela plataforma obtiveram o resultado que esperavam.

“Isso significa que, em 2021, 232 pessoas foram bem-sucedidas em suas lutas por inclusão, melhorias em seu bairro, enfim, por alguma mudança que impacta suas vidas”, diz.

De um ano para o outro, o aumento de brasileiros e brasileiras fazendo uso do ativismo digital por meio de petições online foi de quase 15%. Enquanto no fechamento de 2020, a plataforma Change.org tinha 34 milhões de usuários, no fim de 2021 chegou aos 39 milhões.

O produtor cultural, empresário e empreendedor Rogério Nagai e a palestrante e ativista dos direitos humanos Gabriela Pereira, por exemplo, fazem parte desses 39 milhões. Depois de uma primeira experiência criando um abaixo-assinado, ambos tornaram-se fortes adeptos do ativismo online. Rogério já lançou 11 abaixo-assinados, conseguiu vitória em quatro e assinou mais de 150. Gabriela abriu seis, teve final feliz em três e já apoiou mais de 74.

No ano, quase 15 mil petições foram abertas e, juntas, receberam mais de 33 milhões de assinaturas. “Esse levantamento nos dá a certeza de que a sociedade anseia por mais espaços democráticos, livres e seguros para se engajar em pautas e se fazer ouvida. Isso nos estimula a seguir sendo um desses espaços”, finaliza a diretora.

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