Brasília, 09 de Fevereiro de 2026 - 5:43

Pesquisa revela que mães chefes de família não se sentem bem representadas na publicidade

Pesquisa revela que mães chefes de família não se sentem bem representadas na publicidade

De acordo com o IBGE, mais de 34 milhões de mulheres são chefes de família no Brasil, o que representa um aumento de mais de 100% em relação a 2001. Elas estão no comando de 47,5% dos lares, e enquanto 92% se reconhecem como donas de casa, 83% se entendem como chefes de família, é o que aponta o mais recente estudo organizado pelo C.Lab, laboratório de pesquisas inhouse da Nestlé, em parceria com o Studio Ideias.

A pesquisa, realizada de maneira online com 700 mães chefes de família de todas as regiões do país, ouviu mulheres de diferentes classes sociais, entre 25 e 54 anos de idade e consideradas 100% provedoras financeiras da casa. Apesar de 9% das respondentes mencionarem que a vida mudou para pior nos últimos cinco anos, 57% revelam que, apesar dos desafios, a vida mudou para melhor no mesmo período, enquanto 34% dizem que não perceberam mudança em nenhum dos dois sentidos.

"Esse estudo revela o quanto a pressão sobre a mulher ainda é grande, mas mesmo com tantas tarefas, elas seguem com um olhar positivo sobre a vida. Apesar de serem as responsáveis financeiras pelos lares, muitas delas ainda não compreendem a importância disso e se definem apenas como donas de casa, não como chefes de família. O peso é muito maior", comenta Milena Shimizu, gerente de pesquisa de Mercado da Nestlé.

O orgulho de ser quem são fala mais alto entre essas mães apesar de alguns empecilhos, 80% delas têm orgulho da mulher que se tornaram. No entanto, 65% acreditam que as mães chefes de família não são bem representadas na publicidade. Além disso, metade das entrevistadas enxerga a tarefa de ser chefe de família como "um peso e um prazer".

Quando questionadas como se sentem diariamente, essas mulheres apontam o cansaço em primeiro lugar, seguido por estresse, mas apesar desses pontos, elas também se sentem fortes e esperançosas. Apenas 48% das mulheres concordam com a frase "Eu escolhi ser chefe de família".

A pesquisa identificou temas para compreender melhor cada aspecto do que significa ser mãe chefe de família no Brasil. Foram elencados sete pontos e dentro deles analisadas as diferenças.

Papel Social: Nessa frente, a pesquisa identificou que ser mulher e chefe de família é diferente para homens e mulheres. Na visão das entrevistadas, por exemplo, 64% concordam com a frase "Um homem não seria capaz de dar conta sozinho do que eu faço". Além disso, para as mulheres que moram com cônjuge, 54% consideram a divisão de tarefas dentro de casa injusta. Para as mães solo, a tarefa fica ainda mais pesada, já que a rede de apoio é menor, elas contam apenas com o suporte dos próprios filhos ou parentes (quando têm).

Trabalho | Renda: Mesmo com todo o cansaço, 68% das entrevistadas concordam com a frase "Apesar das dificuldades, prefiro me sustentar sozinha do que ser sustentada", mas ainda assim elas sentem que o mercado de trabalho ainda não valoriza esses papeis, já que 44% dizem que "o fato de ser mãe cria dificuldades para a minha carreira". Além disso, elas pedem por mais respeito, 53% concordam a colocação "Gostaria de ser mais respeitada no trabalho que estou hoje" como verdadeira. Quase metade revela que não considera o salário justo, para 46% o fato de ser mulher faz com que ganhe menos do que deveria.

Quando o levantamento aborda a questão do estudo, 38% das mulheres afirmam que fazem menos cursos do que gostariam.

Consumo: A pesquisa identificou mistos de prazer e frustração entre as entrevistadas quando o assunto é consumo, 81% delas concordam que "entre comprar algo para mim e comprar algo para os meus filhos, geralmente opto por comprar algo para meus filhos". Na lista de prioridades, as necessidades pessoais ficam por último.

Alimentação:
Já no quesito alimentação, elas encontram nesse item mais uma maneira para demonstrar afeto e carinho pelos filhos, 85% afirmam que gostam de cuidar da alimentação da família, no entanto 50% das entrevistadas dizem que têm menos tempo do que gostariam para cuidar da alimentação dos filhos. Para 72%, as marcas poderiam pensar mais nas mulheres chefes de família na hora de desenvolver os produtos. Preocupadas com a alimentação, 66% concordam que alguns alimentos industrializados são aliados no dia a dia para garantir praticidade à alimentação.

Em uma pesquisa espontânea de marcas consideradas parceiras e presentes no cotidiano, as mais lembradas pelas mães chefes de família são: Nestlé, Sadia, Danone, Vigor, Camil, Ninho, Ypê, entre outras.

Cuidado: Estar ao lado dos filhos e cuidar deles é a prioridade máxima dessas mães, mas 57% afirmam ter menos momentos de lazer com os filhos do que gostariam. Ao mesmo tempo em que querem cuidar deles, elas também se sentem sozinhas, para 73% dessas mulheres a frase "Sinto que cuido mais dos outros do que os outros cuidam de mim" é verdadeira. De acordo com a pesquisa, elas se inspiram em mulheres como Michelle Obama, Gloria Maria, Beyoncé, Cora Coralina, Elizabeth Gilbert, entre outras, para seguirem com as demandas e cuidados.

Autocuidado:
No que diz respeito ao cuidar de si mesmas, a maioria concorda que tem menos tempo do que gostaria. Para 79%, elas precisam cuidar de tantas questões que acabam esquecendo ou não podendo cuidar delas mesmas. E quando elas conseguem um tempo sozinhas, 69% dizem que muitas vezes não sabem nem o que fazer. Para 74% das mulheres, "em outros momentos da vida, já cuidei melhor do meu lado vaidoso".

Futuro: A pandemia acabou mudando muitos planos para essas mulheres, que foram afetadas de diversas maneiras, mas que enxergam um futuro de oportunidades. A preocupação maior segue com a família e 80% delas gostariam que as filhas crescessem com exemplos de figuras femininas fortes e independentes.

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