Brasília, 13 de Abril de 2026 - 8:54

ONU PROPÕE VOZ ATIVA PARA MUDAR NOTÍCIAS SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

ONU PROPÕE VOZ ATIVA PARA MUDAR NOTÍCIAS SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

No Brasil, casos de perseguição, abuso e feminicídio ocupam diariamente os noticiários. Porém, de acordo com um levantamento, na forma como essas histórias são contadas é verificada a ausência de quem comete o crime. Isso porque a imprensa costuma usar a voz passiva nesses casos.

Expressões como “mulher é morta” ou “mulher é agredida” continuam recorrentes, mesmo em um cenário em que 84,2% dos feminicídios são cometidos pelo companheiro da vítima e 64,3% deles acontecem dentro de casa, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

A partir dessa constatação, a ONU Mulheres lança o movimento Voz Ativa, criado em parceria com a agência Artplan. A iniciativa propõe uma mudança direta na forma como esses casos são narrados: substituir construções na voz passiva pela voz ativa, uma forma de escrever que deixa explícito que violência contra a mulher tem sempre um responsável.

“Avançar nas leis e fortalecer os serviços de atendimento às mulheres é fundamental, mas não basta. A mudança cultural precisa andar junto. A forma como a sociedade fala sobre a violência contra as mulheres influencia diretamente a forma como ela é compreendida”, afirma a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret.

O movimento vai se desdobrar em uma ferramenta prática pensada para o dia a dia das redações e, também, para o público em geral: um guia editorial para complementar os manuais de redação de cada veículo, com orientações de como usar a voz ativa em casos de violência contra a mulher.

“Durante anos, a gente se acostumou a ler a violência como se ela simplesmente acontecesse. Mas violência não acontece, alguém faz. E quando esse alguém some da frase, a responsabilidade some junto”, afirma a ECD da Artplan, Roberta Moraes.

A campanha é apresentada por meio de um filme construído a partir de manchetes reais. A mobilização inclui o engajamento de jornalistas, criadores de conteúdo e especialistas, com o objetivo de estimular uma revisão mais ampla sobre como a violência contra a mulher é retratada e, consequentemente, compreendida na sociedade.

Ficha Técnica

Campanha: Voz Ativa

Agência: Artplan

Anunciante: ONU Mulheres

CCOs Grupo Dreamers: Rodrigo Almeida e Rafael Gil

CCOs Artplan: Marcello Noronha, Rafael Gil e Rodrigo Almeida

ECDs: Luiza Valdetaro, Roberta Moraes, Alex Adati e Renato Simon

Direção de Criação: Pedro Galdi, Pedro Rosas, Leila Germano, Gustavo Dois e Thiago Diniz

Criação: Ana Scala, Michel Martins, Fábio Henrique, Danielle Menezes, Nayara Gonçalves, Milo Araújo, Thayná Moura

Diretor Geral Artplan Brasília: Duda Moncalvo

Head de Atendimento, Negócios e Operações: Cacá Malta

Diretora de Atendimento e Negócios: Clara Bianchi

Gerente de Atendimento: Vanessa Braun

Head Nacional de Planejamento: Paula Lagrotta

Diretora de Projetos: Aurora Blotta

Head de Mídia: Joana Chulam

Diretora de Creative Data: Carolina Amorim

Diretora Geral de Produção: Camila Naito

Diretor Audiovisual: Felipe Cunha

Produtora Senior: Lilian Santos

Diversidade e Inclusão: Debora Moura

RP: Cláudia Nascimento e Luciana Thomaz

Equipe Onu Mulheres: Gallianne Palayret, Ana Carolina Querino, Pedro Nogueira, Ilca Guimarães, Amina Jorge, Bárbara Miranda.

Produtora Áudio: Raw

Motion: Rafa Barnette

Tags

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter