Brasília, 29 de Setembro de 2022 - 1:40

TV ABERTA NÃO ACABA TÃO CEDO, AFIRMAM DIRIGENTES

Executivos dos principais canais de TV aberta do país – Globo, Record e SBT – participaram de um painel no SET Expo 2022, na última quarta, debatendo como a transformação do consumo de mídia tem impactado os negócios, e quais seriam os próximos caminhos para o mercado. A relevância da TV aberta foi defendida de forma unânime por todos eles, que suspeitam da  sustentabilidade do modelo de negócio das grandes plataformas – o que faria o modelo aberto continuar sendo protagonista nessa história. 

“Nunca houve um momento de tantas oportunidades para experimentarmos, nos desafiarmos e pensarmos em modelos de negócio diferenciados. Com as novas mídias, vemos uma pulverização tremenda de receita, mas nós, como empresas tradicionais, que têm a produção de conteúdo na essência, que existem há mais de 60 anos e sabem o que o público gosta, vamos perdurar. Vivemos hoje em um modelo muito distribuído, mas temos chão para continuarmos sendo protagonistas. O linear ainda é muito relevante e nós vamos nos adaptar”, pontuou José Marcelo Amaral, diretor de engenharia e operações da Record TV. 

“Não sei como o perfil de consumo vai se comportar no futuro. Nossa indústria muda numa velocidade cada vez maior. Mas o que gosto de lembrar é que, em 2017, a Netflix se posicionou como uma grande plataforma de streaming, com uma proposta de valor disruptiva. Diziam que ela estava garantida. Hoje, podemos afirmar que esse modelo não se sustenta a longo prazo. A Netflix teve crescimento tipicamente digital, mas quando chegou aos 200 milhões de assinantes, deu uma parada. A curva exponencial deixou de existir no pior momento, que é nesse cenário de inflação, juros crescendo e o próprio mercado financiador de conteúdos revendo estratégias. E os players que vieram depois estão sofrendo o mesmo impacto. É difícil prever o que será daqui pra frente, mas nesse segundo semestre de 2022 estamos presenciando um momento de readequação da indústria. Estamos caminhando para equilibrar receitas com subscrição e publicidade. A indústria está voltando a ser o que já foi “, mencionou Raymundo Barros, conselheiro da SET e diretor de estratégia e tecnologia da Globo. 

“É difícil prever o que será daqui pra frente, mas nesse segundo semestre de 2022 estamos presenciando um momento de readequação da indústria. A partir de agora, o processo de comissionamento de novos conteúdos será mais conservador e cuidadoso. Estamos caminhando para equilibrar receitas com subscrição e publicidade. A indústria está voltando a ser o que já foi”, acrescentou. “A internet, mesmo com seus números impressionantes, de recordes de audiência em transmissão de eventos ao vivo, ainda não se compara ao alcance da TV aberta. Somos capazes de chegar a 100% do território brasileiro”, complementou Barros, segundo a Telaviva. 

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