Brasília, 05 de Dezembro de 2022 - 16:00

ESPM: PESQUISA ELEITORAL DEVE INSERIR REDES SOCIAIS

Levantamentos divulgados na véspera do primeiro turno das eleições subestimaram os números obtidos pelo candidato à reeleição Jair Bolsonaro. De uma maneira geral, as pesquisas acertaram a liderança do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, porém erraram na vantagem em relação ao presidente da república. Afinal, as pesquisas eleitorais são confiáveis? 

Para o professor de pesquisa de mídia e cenários futuros da ESPM, Flavio Ferrari, a resposta é positiva. Desde que se atente para o que, de fato, elas se dispõem a medir.  Ele lembra que as pesquisas aferem a declaração da intenção do voto e que há diversas variáveis, sobretudo em primeiros turnos, como voto útil e abstenções, que influenciam a decisão final. 

“A métrica declaração de intenção de voto é capaz de ser preditiva do resultado da eleição, na maioria das vezes, mas nesse caso não foi. Particularmente nessas eleições há o que eu chamo de polarização artificial, em que o cidadão não vota convicto no candidato e sim no que acha menos ruim. O processo de decisão acaba acontecendo no dia da eleição”, diz Ferrari. 

No entanto, na opinião de Ferrari, para que as pesquisas sejam mais preditivas, os institutos terão que inserir análise de redes sociais para complementar a metodologia.

“Um projeto acadêmico que conduzimos, utilizando dados de uma grande empresa de monitoramento de redes sociais, indicou que a diferença entre os candidatos principais seria bem menor do que a apontada pelas pesquisas de opinião. Nas redes é possível observar melhor a diversidade de posições e percepções. A escuta de redes sociais, hoje, é uma ferramenta indispensável para quem deseja fazer qualquer prognóstico eleitoral”, disse ele.

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