Brasília, 17 de Abril de 2024 - 5:54

‘SOZINHOS’, 2 PUBLICITÁRIOS DO RECIFE GANHAM R$ 3 MILHÕES COM GRANDES MARCAS

Empreender no Brasil é difícil, difícil mesmo, tornando os empreendedores dignos de admiração por sua coragem, enfrentamento de riscos e persistência frente a um estado tão burocrático quando ganancioso. Dois publicitários do Recife, no entanto, decidiram amplificar o desafio e remar contra a maré, fechando uma agência já consolidada para recomeçar do zero, em um negócio enxuto, porém rentável.

Bernardo Barbosa e Raphael Pinteiro fecharam em 2022 as portas de sua agência de marketing full service, a Shifty, com mais de 20 colaboradores, 14 clientes fixos e 10 anos de mercado. Fecharam para criar a Brenda, voltada para soluções de branding e posicionamento de marca com apenas três funcionários, entre eles os dois sócios. A estratégia ousada deu certo. Completando um ano em 2024, a empresa encerrou 2023 com um faturamento de R$ 3 milhões, um aumento de 50% da cifra alcançada no último ano da Shifty. O resultado surpreendente mostra que tamanho não é documento para quem deseja empreender e ver seu negócio prosperar. 

No Recife, fora do eixo das maiores agências, o pulo do gato dos sócios Bernardo e Raphael, ambos com mais de 15 anos de trabalho no mercado de publicidade, foi investir em grandes marcas para alavancar seu ticket médio, que passou de R$ 25 mil na Shifty para cerca de R$ 90 mil. Um dos grandes projetos foi a campanha “É muito mais que Bet”, do Esportes da Sorte, que se tornou uma das mais comentadas nas redes sociais em 2023, superando 50 milhões de visualizações.

Deste primeiro grande trabalho até o momento, a Brenda finalizou 19 projetos, como as campanhas para a Verisure Brasil e para o Mercado Bitcoin, em Portugal, assim como o rebranding da fintech Zro Bank. Para 2024, com a meta de aumentar seu faturamento em 15%, além de atualizar o branding do Esportes da Sorte, a agência está conduzindo o trabalho de rebranding do Grupo B&T, um dos maiores grupos de câmbio do país.

A atuação em novos segmentos não aumentou apenas a rentabilidade, mas também a vontade de renovar e criar. “O custo mental de trabalhar com tantos clientes fixos e equipe numerosa era grande”, conta Bernardo, um dos sócios. “Gostávamos de criar branding e campanhas, mas o restante do trabalho, por sermos full service, era uma dor de cabeça. Fomos amadurecendo a ideia de fechar a agência e focarmos no que gostávamos de fazer e que poderia trazer maior retorno financeiro”, diz.

“Já tivemos passagens por agências grandes e sabemos que não é possível acompanhar projetos de ponta a ponta. Com a nossa estrutura atual, conseguimos acompanhar tudo de perto, oferecendo mais valor para os clientes”, afirma Raphael.

A empresa hoje monta times de acordo com a demanda dos projetos. Com isso, conseguem ter maior flexibilidade para atender clientes de portes e segmentos diferentes. Estão na mira da dupla os setores de alimentação, finanças, educação e segurança.

“Acho que o sonho de todo empreendedor é poder escolher no que deseja trabalhar e investir a sua energia. Temos feito cada vez mais este filtro do que realmente faz sentido para nós“, diz Bernardo.

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